Mostrando todos los resultados 3

TEATRO 2020

TEATRO 2020

oriente médio: – Não queremos um nascer do sol à medida do despertar de quem nos tira o sono. – A guerra não nos quer, a europa não nos quer. Somos os novos leprosos do século vinte e um e andamos todos no mesmo mar. Andamos de um lado para o outro, nunca sabemos de onde vem o vento. Nisso a europa é parecida contigo, para ela não há passado. espinhos: – Quem não nos respeita o corpo não merece possuir-nos a alma. – Não sei se vais matar ou ser morta, sei é que a violência é uma cobra venenosa que tu afagas no peito, pronta para te picar. enxurradas: – Uma parte de mim foi pela enxurrada. Não sei porquê, mas a terra deixou de ser segura. O chão desapareceu para sempre. – Uma mulher não deve nunca mendigar afetos. Não se deve pedir o que é nosso. Que se enfeite quem que se queira enganar e que estenda a mão quem não tenha nada para dar. Não é o meu caso. Eu mendiguei o que sempre andei a dar. monstro: – É terrível sentir a ternura disfarçada de quem não nos ama. – A chuva é como esta minha culpa, deixa sempre marcas nos corpos de quem me aproximo. anjo: – Sou imensamente feliz, liberta de ti e de todos os que se veem ao espelho espreitando as silhuetas das vidas alheias. – O povo gosta de criar fantasmas para não ter de combater quem o explora.

NO POIAL AO ENTARDECER

NO POIAL AO ENTARDECER

Quando o sol se preparava para esconder no horizonte, os avós sentavam-se à porta de casa contando aos seus netos as suas Historias, principalmente do passado. Desta forma se passavam conhecimentos de geração para geração. Uma peça de teatro que pode ser representada pelos jovens da sua terra, tal como foram pelos de Grândola.

LENINEGRADO

LENINEGRADO

«Inserido no contexto da II Guerra Mundial, LENINEGRADO retrata o drama social vivido por um grupo de personagens que, durante o cerco movido pelas forças nazis à cidade russa, se vê obrigado a tomar decisões relativamente ao seu futuro. O seu enredo, todo ele desenvolvido numa atmosfera de intriga e conflito e a exigir uma reflexão atenta acerca dos valores universais que a situação histórica põe em causa, é partilhado por uma bailarina russa, uma jovem judia, um jovem militar, um empresário metalúrgico e um negociante de arte, partidário da ideologia nazi. Movidas por interesses e ambições pessoais, as personagens procuram sobreviver à guerra, encontrando no amor e nas paixões desenfreadas uma esperança que lhes permita não só um sentido para a vida como uma garantia de futuro. Mais do que contar uma Historia ou revisitar a Historia, este exercício textual alerta-nos para o perigo de o processo histórico ser dramaticamente perturbado por ideologias nacionalistas eivadas de fanatismo e preconceito.»