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O VESTIDO COR DE CEREJA E O ÁRBITRO

O VESTIDO COR DE CEREJA E O ÁRBITRO

Quatro mulheres aguardam na sala de espera de um hospital. Não se conhecem, mas entreolham-se, e, sem se falarem, tecem considerações umas sobre as outras. Marcantes envolvimentos masculinos nas suas vidas ocupam espaço no silêncio. O treinador foi contratado pelo clube, aproximadamente a meio do campeonato. Lidera uma equipa sobre a qual paira o espectro da descida de divisão. Finalmente chega o dia. Joga-se para tudo ou nada. Em plena partida de futebol, no calor da refrega, a bancada exulta com emoções de várias tonalidades. O Árbitro vai necessitar de todos os sentidos para, perante a imprevisibilidade das acções e acontecimentos, processar em escassos segundos toda a informação recebida e elaborar decisões sucessivas. O vestido cor de cereja alberga uma sensualidade que pode ser reestruturada, no sentido do erotismo, lealdade e maternidade em convivência.

A VIDA NÃO ESTÁ PARA NETOS

A VIDA NÃO ESTÁ PARA NETOS

Lisboa, Bairro da Bica, ano de 1962 ou 1963. Celestino Comprido, durante o dia encarregado do Armazém de Leilões da Alfândega de Lisboa, durante a noite agenciador de bilhetes de claque no Parque Mayer, está radiante. Rebenta-lhe a alma num êxtase de felicidade. É avô! Lina, a escultural companheira do seu filho Toninho, acaba de dar à luz um belo rapagão, orgulho do pai e, claro está, também deste avô vaidoso. Com os seus amigos e companheiros? o bate-chapa André do Boné, o polícia sinaleiro Lucas Dançarino, o condutor do ascensor da Bica Sebastião Canhoto e o tesoureiro das alfândegas Martim Martins?, e sob a vigilância acurada dos agentes da PIDE Mendes e Antunes, Celestino comemora na tasca do galego Barnabé o ditoso acontecimento. Noutro lado da cidade, na Rua da Guiné, no Bairro das Colónias, Toninho, o pai da criança, consome-se no louco afã da sua absorvente profissão de ajudante de despachante. Conta com a disponibilidade do simpático vizinho do quarto independente, o afável senhor Chico, vendedor de passamanarias, para acompanhar e amenizar a solidão fastidiosa da sua bela Lina? A VIDA NÃO ESTÁ PARA NETOS comporta ainda a originalidade de a narrativa em tom irónico ser acompanhada por inúmeras notas de rodapé que reportam, em registo paralelo, ruas, sítios, monumentos, costumes antigos, profissões extintas, acontecimentos, músicas e ambientes do século passado, que a voracidade do tempo fez esquecer.

DIÁRIO DE UMA PITA

DIÁRIO DE UMA PITA

Este livro é para quem sempre quis saber como é a vida de uma pita. Aborda praticamente tudo: A relação com as amigas, os amigos bonitos, os amigos com abdominais bem definidos, os amigos com abdominais mal definidos (isto aborda muito pouco), os amigos feios que a ajudam nos testes. Como é ir para a escola e sair à noite. O álcool e o sexo. Os gajos que pagam bebidas. Como ignorar os gajos que pagam bebidas, depois de pagarem bebidas. O quê, ninguém quer saber? Então mas é a vida de uma pita, como é que podem dizer que isto não interessa? O diário de uma pita é uma sátira à forma como as pitas escrevem e se comportam. Não deve ser levado a sério nem serve para humilhação ou insulto. Tem apenas a função de entreter! E de vos dar trabalho a ler. Especialmente isso.