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REGRESSO A ANGOLA

REGRESSO A ANGOLA, 2ª EDIÇÃO

Se o tema da guerra colonial lhe diz algo, quer directa quer indirectamente, este livro poderá interessar-lhe. Foi meu objectivo fazer um pequeno trabalho sobre as minhas vivências no período da guerra colonial, procurando reunir alguns factos inéditos e outros que tiveram como consequência a continuação da ?guerra? até aos dias de hoje. É meu entendimento que a valia deste meu depoimento ( real) é mostrar as mazelas que vivem em muitos que tiveram de passar por cenários de guerra – guerra que continua a matar, pouco a pouco, em tempo de paz”: pelo álcool, tabaco e doenças (algumas ligadas ao stress pós-traumático), sem esquecer as crises de pânico que tanto limitam o dia a dia de muitos. Por tudo passei. Gostaria assim que estas vivências pudessem ser dadas a conhecer ao maior número de pessoas, já que considero injusto o esquecimento colectivo de que são vítimas os que lutaram (e continuam a lutar) e os tornam numa classe social “incómoda”. Serão para muitos os “coitados da guerra” e para uma maioria em crescendo uns ?ilustres desconhecidos?. “

O PRIMEIRO ABRAÇO

O PRIMEIRO ABRAÇO

No século XVI, início da Idade Moderna, dois lunáticos portugueses decidem ir a Sevilha, a cidade mais rica e importante da Europa na época. Fernando de Magalhães e seu amigo Rui Faleiro têm um plano para chegar às ilhas das Especiarias, as Molucas. Um jovem rei de 17 anos, nascido em Gante (Flandres), chega a Espanha disposto a assumir a regência da Coroa castelhana, substituindo a sua mãe, a rainha Juana. As especiarias ? cravo, noz moscada, canela, pimenta etc ? são disputadas por comerciantes e reis. O monarca português possui o monopólio marítimo para chegar àquelas ilhas, navegando rumo ao leste pelo sul da África. Espanha e Portugal dividem o então mundo conhecido e o que ainda havia por conhecer. Com o tratado de Tordesilhas, os dois reinos estabelecem uma linha imaginária, um meridiano localizado na metade do oceano Atlântico. Os territórios descobertos do lado oeste da linha pertencem a Espanha e os demais a Portugal. A Coroa castelhana, então representada pelo rei Carlos, assume o financiamento da frota das Especiarias que viaja no sentido oeste. Só há um problema a resolver para que alcance a sua meta: o Novo Mundo, América, que se interpõe em seu caminho. Cinco naus saem de Sevilha no dia 10 de agosto de 1519. A frota procura um estreito ao sul da América que a conduzirá até o mar das ilhas Molucas, mas a viagem não será nada fácil: uma longa e complicada navegação os espera até alcançar o grande objetivo.

UM DIA QUE MUDOU VIDAS

UM DIA QUE MUDOU VIDAS

Este livro é baseado em vidas reais! O José dos Santos vem de tão longe, de Barrô, concelho de Anadia, em 1866, para a zona da Comporta. Desse local foge, sozinho, com apenas 8 anos e chega a Pinheiros de Azeitão. Ali sente-se renascer para uma vida de amor e carinho. Cresce naquela aldeia e mais tarde volta às suas origens para cumprir deveres cívicos. O amor que deixou em Pinheiros de Azeitão trá-lo de volta a esta nossa linda região. Cria uma grande família e os seus valores e espírito empreendedor deram os seus frutos até aos nossos dias. Sua filha mais nova, Susana dos Santos Martins, menina muito inteligente e apoiada pelo pai, faz o seu percurso escolar com muito êxito e conclui estudos em 1907. Dedica-se desde logo a ensinar outras crianças. Casa muito nova e tem uma vida plena de felicidade, mas a sorte não estaria de bem com ela e tudo lhe rouba em Dezembro de 1923. Passa pela crise financeira que grassava em Portugal, no início dos anos 20 do século XX, e que se agravou com a crise, o Crash da Bolsa de Nova Iorque em Outubro 1929. É uma lutadora e muito independente para a sua época. O neto, Albino Xavier Martins, criado desde o berço pelos avós maternos, José dos Santos e Maria José, nascido em 1918, no rescaldo da Primeira Grande Guerra Mundial, cresce e atravessa a Segunda Grande Guerra Mundial, deixando-lhe marcas profundas, mas uma enorme experiência de vida. Os valores que o avô lhe transmitiu foram de tal forma marcantes que ele, embora pobre, mas de grande inteligência e visão de futuro, tudo fez para que os seus filhos tivessem os estudos que ele, com a morte do avô, não pôde terminar. Três gerações com percursos de vida de luta, com muitos sucessos e alguns insucessos, mas vividas com muita determinação e garra. A mim, estes exemplos de vida deram-me sempre alento e força para lutar por todos os meus objetivos, sendo prova disso esta narrativa que acabo de publicar.

MUROS

MUROS

Perdida nas ruas da aldeia, algures na Beira-Baixa, respiro este ar único que emana da paisagem. Mons Sanctus ergue-se por entre os penedos empoleirados nas arribas… imponente, rústico, misterioso e mágico! As memórias chegam até mim… recuo ao pós 25 de abril e ainda um pouco mais atrás, época de Salazar, Estado Novo. Remontam a essa altura as minhas lembranças das férias de infância e juventude. Momentos que permaneceram no meu coração. Recordo as amizades estabelecidas num ambiente totalmente diferente para uma menina oriunda da capital e o amor da família sempre fortalecido na casa que se tornava pequena à medida que crescíamos. Os muros desse local, confidentes de simples conversas, de lágrimas, de risos e de amores, testemunharam também épocas de grande importância histórica que enriquecem o nosso olhar sob a rigidez granítica da mais bela aldeia de Portugal.

PORTUGAL A RIMAR

PORTUGAL A RIMAR

A Historia de Portugal e os seus respetivos atores, estão, ao longo deste livro, semeados pelo nosso território que conta com reis, príncipes, princesas, guerreiros e o amado povo português. É meu objetivo mostrar a todos os leitores o que foi feito para tornar este país, o nosso Portugal de hoje. Mas não de uma maneira aborrecida e maçuda. Pelo contrário, de forma lúdica e didática, a brincar com as rimas, vou tentar aguçar o apetite pela nossa Historia. De quadras soltas se faz Toda a nossa linda Historia, Para que toda a gente a leia E nos fique na memória. Inicia com Viriato, o grande estratega dos Lusitanos, morto à traição pelos romanos. O Conde D. Henrique, a quem foi dado o princípio do nosso Portugal, o Condado Portucalense. Dos 4 filhos, um se destacou, de nome Afonso Henriques e que vem a ser o nosso 1º Rei. Com ele começa a 1ª dinastia e a seguir vêm outros reis, uns melhores que outros, pelos feitos que exerceram. Nunca podemos esquecer o grande D. Dinis e até D. Fernando, o último Rei dessa dinastia, 200 anos depois. Chega a 2ª dinastia. Começa pelo Rei D. João I, que nos trouxe anos de muita riqueza através dos descobrimentos, onde se mostrou a todo o mundo o poder deste país pequeno, mas com gente brava! Depois do Rei D. Sebastião ter desaparecido numa batalha (ainda hoje esperamos que regresse numa manhã de nevoeiro?), tudo se transforma. A nossa vizinha Espanha aproveita esta confusão e durante 60 anos governa como pretende, sendo esse tempo conhecido pela 3ª dinastia, a Filipina. Mas nós não éramos de nos deixar ficar parados. D. João IV e seus seguidores depressa mandam embora os espanhóis e, durante quase 300 anos, vivemos a 4ª dinastia, a de Bragança, na qual muito foi feito, e muitos foram os atores que ficaram e foram reconhecidos. Existiram, durante a monarquia, 34 Reis e Rainhas. De D. Afonso Henriques, o 1º Rei, até D. Manuel, o último, mostro aqui todos eles: todos os seus feitos, todos os seus valores e batalhas que construíram este nosso palco que é Portugal. De seguida veio a 1ª República, mas tão atrapalhada nasce, que apenas 16 anos se passam até terminar. A 2ª República, que dura até 1974, termina quando a Revolução dos Cravos acontece. O que se passou até lá é aqui descrito em tom de brincadeira, mas como o povo diz, a brincar também se aprende. E que vem depois? A 3ª República que nos acompanha até aos dias de hoje. Desde o início da monarquia até ao fim do milénio, torno mais simples, lúdico e acessível a evolução da nossa Historia a miúdos e graúdos, para que desta forma todos se sintam tocados pela sabedoria e acima de tudo pelo gosto pela Historia de Portugal, seja numa breve leitura, em partes, ou no seu todo, ou até numa adaptação da obra ao teatro ou cinema. Carlos Gomes

MEMÓRIAS

MEMÓRIAS, REFERÊNCIAS E PERCEÇÕES

A educação, a vida e a profissão. Após trinta e seis anos de vida profissional intensa e multifacetada, conta-nos como se formou, por onde andou, com quem andou, o que fez e como fez. Fala-nos de sucessos e de insucessos e dá-nos a sua opinião, critica, mas construtiva, sobre temas e problemas tais como, entre outros, a educação dos jovens, o insucesso escolar, a avaliação dos alunos, das escolas e dos professores. Recorre muitas vezes a citações das suas referências culturais para melhor explicitar as suas crenças e os seus sentimentos. Entre outras influências, bem notórias, não esconde o fascínio pelo telurismo de Torga, pela Ética Kantiana, pelo construtivismo de Piaget e pela lírica de Pessoa. Ainda no que se refere a influências, diz-nos que é difícil percorrermos o caminho da realização pessoal em absoluta solidão, sem companheiros de estrada, o olhar dos outros e o afeto de alguns. Agradece aos seus colegas de trabalho, que diz serem muitos, que o incentivaram, reconheceram os seus méritos, ajudaram nas suas dificuldades e aqueceram e iluminaram os seus dias de trabalho. Confessa-se orgulhoso por ter sido professor, uma profissão que, desde a primeira hora, sempre lhe pareceu uma privilegiada plataforma de crescimento humano, de aprendizagem de tudo e de abertura a todos. Diz que foi como professor que estudou o que quis e o que gostou de estudar, e que se relacionou de forma mutuamente muito gratificante com muita gente. Segundo a sua filosofia de vida, é assim que a vida faz sentido e que faz sentido o que andamos a fazer neste mundo.

HOMENS DO MAR

Portugal está ligado ao mar desde os seus primórdios. Criada com a nacionalidade, a marinha portuguesa tem uma Historia que se confunde com a da Nação. Ao longo dos seus quase 900 anos de Historia, muitos foram os homens que se evidenciaram como navegadores, descobridores, cartógrafos, cientistas, estrategas, construtores navais. José António Rodrigues Pereira, antigo director do Museu de Marinha, apresenta-nos mais de 50 homens que foram fundamentais para a Historia marítima portuguesa. De D. Fuas Roupinho, comandante das galés de D. Afonso Henriques e que foi o primeiro a obter uma vitória no mar contra os mouros, até Alpoim Galvão, oficial da Armada que se distinguiu na Guerra do Ultramar. E também figuras incontornáveis como Gil Eanes, Diogo Cão, Pedro Álvares Cabral, Fernão de Magalhães, Pedro Nunes ou os reis D. Luís I e D. Carlos. Mas este livro resgata ainda personalidades menos conhecidas como Pedro e Jorge Reinel, considerados os melhores cartógrafos do seu tempo, Gabriel Ançã, que se destacou no socorro a náufragos, ou Afonso Júlio de Cerqueira, oficial da Armada que se notabilizou nas campanhas militares no Sul de Angola, durante a Primeira Guerra Mundial. Todos estes homens marcaram de forma inequívoca a Historia Marítima portuguesa pela sua experiência, modo como souberam transmitir o seu saber e a sua visão inovadora, coragem e sagacidade.

A HISTORIA COMO NUNCA ANTES FOI CONTADA

Neste livro da autoria da Academia Play, uma plataforma de aprendizagem multimédia, cujo canal de YouTube tem mais de 1 milhão de subscritores, somos levados numa apaixonante viagem pela Historia Mundial. Desde a Pré-Historia até aos nossos dias, passando pela Grécia antiga, Roma e Idade Média, o nascimento dos Estados modernos, a era dos Descobrimentos, a Segunda Guerra Mundial e muitas outras etapas e acontecimentos essenciais para a Historia da Humanidade. Percorremos ainda a Historia da arte através da arquitetura, descobrimos muitas curiosidades históricas e uma seleção de frases de personalidades relevantes da Historia mundial e portuguesa. Uma obra gráfica única, com uma linguagem simples e precisa e ilustrações apelativas, que nos dá a conhecer a Historia do mundo de um forma diferente e lúdica.

FILIPA DE BRAGANÇA

«Gostei muito de estar consigo ontem à noite. Na verdade já me sentia muito necessitada desta consolação. Tanto assim, que tive vontade de ficar calada para melhor gozar do bem-estar que sentia ali, naquele banco baloiço tão bem conhecido e confortável, no seu jardim ao seu lado.»
Carta de D. Filipa de Bragança a António de Oliveira Salazar, em 1965.

A 27 de outubro de 1938, a infanta D. Filipa de Bragança, neta do rei absolutista D. Miguel, chegou pela primeira vez a Portugal para conhecer a terra de onde os seus antepassados haviam sido expulsos. Embora vigorasse a lei do banimento da família real, foi com o beneplácito de Salazar que fez esta visita, a que se seguiram algumas outras, até que, em 1946, se instalou definitivamente em solo português. Empenhou-se em que a Monarquia fosse restabelecida, na pessoa de seu irmão D. Duarte Nuno. Para tal, aproximou-se, logo nos anos 40, de Salazar, confiando que um dia este daria o passo decisivo. A correspondência trocada entre os dois era frequente, assim como as visitas regulares da infanta a São Bento ou mesmo a Santa Comba Dão. D. Filipa tinha um objetivo claro: a restauração da monarquia. Mas haveria uma intenção subliminar na aproximação ao ditador? Será possível descortinar algo mais do que uma forte amizade entre a dinâmica princesa de Bragança e Salazar? Estaria a primeira apaixonada pelo segundo? Seria um sentimento recíproco?Paulo Drumond Braga apresenta-nos a biografia de uma figura fascinante da Historia de Portugal que sempre ficou na sombra, apesar do seu incansável empenho para tentar restaurar a monarquia. Através da correspondência trocada entre a infanta e o Chefe do Governo, o historiador traça ainda uma perspetiva inovadora sobre a forma como António de Oliveira Salazar geriu a sua relação com os monárquicos.

PAI, CONTE-ME A SUA Historia

Porque todas as vidas merecem ser contadas. Porque inúmeros momentos, mesmo aqueles que estão arrumados nos cantos mais escondidos da nossa memória, têm uma importância enorme na nossa vida e na dos nossos filhos e netos. Porque o tempo passa sem darmos por ele e percebemos que fica sempre tanto por contar, por dizer, por confessar. Porque a vida também é feita de recordações e são estas que atravessam gerações e se eternizam. Por tudo isto é importante escrever para que fique registado, para que o tempo pare e possamos partilhar com a nossa família o que nos marcou, o que amámos, o que nos fez feliz, o que nos entristeceu, do que desistimos, mas também o que alcançámos com orgulho e coragem, os dias que recordamos até ao mais ínfimo pormenor ou os dias que preferíamos esquecer, mas que fazem parte da nossa existência, a mulher que nos roubou o coração, os filhos que nos mostraram o que é o amor incondicional.
Pai, Conte-me a Sua Historia, um livro para guardar memórias e partilhá-las com quem mais se ama.

OS CINCO PILARES DA PIDE

OS CINCO PILARES DA PIDE

A Polícia Internacional e de Defesa do Estado (PIDE), depois apelidada de Direcção-Geral de Segurança (DGS), foi responsável pela repressão de todas as formas de oposição ao Estado Novo. Vigiou, prendeu, torturou, censurou e será para sempre recordada como sinónimo de violência e brutalidade. Espalhava o medo para instilar a passividade entre os portugueses e actuava sobre aqueles que ousavam falar, criticar e agir contra o regime ditatorial. Mas quem eram os pilares que sustentavam esta estrutura e que colocavam a máquina a andar? A prestigiada historiadora Irene Flunser Pimentel apresenta-nos um retrato rigoroso de cinco figuras que marcaram a PIDE/DGS pelas suas actividades, atitudes e tomadas de decisão. Barbieri Cardoso, o vice-director da PIDE/DGS, por muitos considerado o verdadeiro director desta polícia; Álvaro Pereira de Carvalho, o importante director dos Serviços de Informação; José Barreto Sacchetti, que chefiou os Serviços de Investigação, recordado pelos seus métodos violentos e pela sua responsabilidade nos interrogatórios; Casimiro Monteiro, o agente com uma Historia de vida rocambolesca marcada pela violência e que foi condenado como o assassino do general Humberto Delgado e da sua secretária Arajaryr Campos e, finalmente, António Rosa Casaco, o tarimbeiro que ascendeu desde o fundo da hierarquia até chegar a inspector e que fez um pouco de tudo, desde raptos em Espanha a tortura nos interrogatórios, em alternância com a subchefia da intercepção postal e da escuta telefónica. Perceber quem eram, a sua ascendência, as suas convicções, a forma como entraram para a PIDE, como subiram na carreira, como reagiram perante determinadas situações, bem como viveram o pós-25 de Abril, é também perceber a Historia da PIDE/DGS, pois uma instituição é sobretudo o que os seus responsáveis fazem dela. Uma perspectiva inovadora e essencial para compreender a Historia de Portugal Contemporânea.

DIÁSPORA VARINA

DIÁSPORA VARINA

? A Murtosa é a terra onde o avô nasceu, não é, avô? Como é que era? Como é que o avô fazia? Como é que brincava? Onde brincava? Tinha amigos? Como era a escola? ? interrogou freneticamente Maria.

AS FAMÍLIAS REAIS DOS NOSSOS DIAS - Tradição e Realidade

AS FAMÍLIAS REAIS DOS NOSSOS DIAS – Tradição e Realidade

«Em Abril de 2013, assisti como embaixador de Portugal à entronização do rei Guilherme-Alexandre da Holanda acompanhado pela sua mulher Máxima, uma antiga economista e executiva argentina. Naquele momento solene, não pude deixar de pensar que muito mudou nas Famílias Reais europeias, incluindo a forma de entender e perpetuar esta instituição milenar através do casamento. Para além do rei da Holanda ter escolhido uma plebeia para sua consorte, a princesa herdeira da Suécia casou com o seu personal trainer, o príncipe Haakon da Noruega contraiu matrimónio com Mette-Marie, uma jovem com um passado ligado às drogas, o rei de Espanha “ofereceu” o trono a uma jornalista que tem feito correr muita tinta e, em Inglaterra, uma actriz norte-americana conquistou a rainha Isabel II pela mão do príncipe Harry. Hoje em dia os casamentos “desiguais” não causam, por enquanto, demasiados problemas nas dinastias reinantes. Mas será que em determinado momento os seus “súbditos” ou “concidadãos” não se interrogarão sobre para que serve a monarquia se os soberanos são idênticos a eles? O futuro o dirá.»
O diplomata e antigo chefe do Protocolo do Estado, José de Bouza Serrano, que serviu Portugal em várias embaixadas europeias, como Espanha, Bélgica, Vaticano, Dinamarca ou Holanda, apresenta-nos uma reflexão sobre a forma como as famílias reinantes na Europa têm vindo a evoluir e como se têm adaptado a uma nova realidade, tentando manter a tradição. Um olhar privilegiado que deixa entrever o futuro da monarquia.

A GUERRA NO RENASCIMENTO

A GUERRA NO RENASCIMENTO

«Não existem trabalhos perfeitos, mas este aproxima-se desse ideal. (…) O que mais aprecio (…) é a capacidade de Gonçalo Feio para produzir pensamento próprio, original, para iluminar de forma inovadora a época e os temas sobre os quais se debruça.» João Gouveia Monteiro, in «Prefácio»
Durante o Renascimento, a arte militar ocidental sofreu profundas alterações: os exércitos tornaram-se maiores e mais centralizados, assistiu-se a uma generalização das armas de fogo, a logística tornou-se mais sofisticada e a instrução mais cuidadosa e regulamentada. De que forma Portugal se adaptou a estas alterações de modo a criar forças militares que correspondessem à nova realidade? Gonçalo Couceiro Feio, investigador no Centro de Historia da Universidade de Lisboa, explica-nos como Portugal se adaptou a estes novos requisitos, como funcionava a máquina militar – o recrutamento, a instrução, a disciplina a remuneração do serviço militar, a logística, o armamento –, qual era o perfil dos soldados e comandantes portugueses e de que forma foi feita a transferência de saberes e permuta cultural entre as forças militares portuguesas e outras de várias nacionalidades. Uma obra fundamental para conhecer a Historia Militar portuguesa na época de D. Manuel I a Felipe II.

MUROS

MUROS

Perdida nas ruas da aldeia, algures na Beira-Baixa, respiro este ar único que emana da paisagem. Mons Sanctus ergue-se por entre os penedos empoleirados nas arribas… imponente, rústico, misterioso e mágico! As memórias chegam até mim… recuo ao pós 25 de abril e ainda um pouco mais atrás, época de Salazar, Estado Novo. Remontam a essa altura as minhas lembranças das férias de infância e juventude. Momentos que permaneceram no meu coração. Recordo as amizades estabelecidas num ambiente totalmente diferente para uma menina oriunda da capital e o amor da família sempre fortalecido na casa que se tornava pequena à medida que crescíamos. Os muros desse local, confidentes de simples conversas, de lágrimas, de risos e de amores, testemunharam também épocas de grande importância histórica que enriquecem o nosso olhar sob a rigidez granítica da mais bela aldeia de Portugal.

OS RICOS

OS RICOS

«Durante muito tempo, pensei que nada existia no mundo para além da tribo que, ainda criança, conhecera em Cascais. Alguns dos meus amigos tinham antepassados que provinham da aristocracia de corte, coisa que, na altura, ignorava. Muitos teriam pais mais ricos do que os meus, mas nunca reparei em tal facto. As festas que davam eram tão comedidas quanto as suas indumentárias. A ostentação era tida como uma possidoneira de quem havia adquirido dinheiro recentemente. Só tarde percebi que o meu estatuto era o de uma híbrida social: pertencia e não pertencia ao “grupo”. Isto, que me podia ter feito sofrer, teve uma vantagem: a de poder olhar os ricos por dentro e por fora. Sem ressentimentos, nem ódios.»

Depois de Os Pobres, Maria Filomena Mónica dá-nos Os Ricos, uma obra em que fala não só da origem das grandes fortunas nacionais, mas da mentalidade e dos costumes do grupo social que deu origem ao título deste livro. Para o escrever, recorreu a memórias, diários e entrevistas. A galeria de personagens vai desde os fidalgos antigos como o 1.º duque de Palmela, o 1.º e 2.º condes de Vila Real e os 3.os condes de Rio Maior até aos capitães da indústria do séc. XX, Alfredo da Silva, Jorge de Mello, António Champalimaud, Américo Amorim e Belmiro de Azevedo, passando pelos milionários do liberalismo, Eugénio de Almeida, D.ª Antónia Ferreira, José do Canto e o conde de Burnay. Através destas biografias ficamos a conhecer melhor a Historia de Portugal.

EUROVISÃO

EUROVISÃO

No dia 13 de maio de 2017, Portugal parava para assistir à votação da final do Festival da Eurovisão. A frase «Portugal… 12 pontos», repetida 18 vezes ao longo da noite, fazia com que a esperança crescesse e a atenção se focasse apenas em Salvador Sobral e na canção «Amar pelos Dois». Depois chegaram os pontos do televoto… E quando os comentadores da RTP, Nuno Galopim e José Carlos Malato, disseram «Ganhámos!», o país festejou uma vitória inédita no maior espetáculo televisivo musical de todo o Mundo, pela qual esperava desde a sua estreia no concurso, em 1964.
Em 1956, o Festival da Eurovisão nasceu numa Europa que tinha arrumado as armas há apenas 11 anos. Pelo palco, em Lugano, desfilaram nessa noite canções de sete países, e entre os cantores

concorrentes havia um que tinha vivido anos de detenção num campo de concentração nazi. Em 1974, os Abba venceram com «Waterloo», canção que representa o paradigma maior do sucesso eurovisivo. Em 1986, Sandra Kim deixou a Europa a trautear «J’aime la Vie». Dois anos depois, Celine Dion arrecadou o troféu em Dublin e deu-se a conhecer ao mundo. Em 1998, Dana International, uma cantora transsexual, deu a terceira vitória a Israel, marcando a Historia do festival como espaço de diversidade e inclusão, tal como o faria depois a austríaca Conchita Wurst, em 2014.
A Historia da Eurovisão junta mais de 60 anos de memórias entre as quais estão as «avozinhas» russas que conquistaram a Europa, em 2012, a inglesa Sandie Shaw, que, em 1967, interpretou a canção do Reino Unido descalça, os quatro vencedores ex aequo de 1969, o protesto contra Salazar e Franco, em 1964, a improvável vitória do grupo de metal finlandês Lordi em 2006, as três canções que Serge Gainsbourg compôs para três países diferentes, a exuberância provocadora de Verka Serduchka ou o inspirador discurso de Salvador Sobral: «A música não é fogo-de-artifício, é sentimento.»
Pelo meio desfilaram perto de 1500 canções. Algumas ficaram para sempre na nossa memória coletiva. Outras marcaram pela sua exuberância ou capacidade de inovar.
Um ano depois da vitória em Kiev, Nuno Galopim, supervisor criativo do Festival da Eurovisão de 2018, leva-nos numa viagem por 63 anos de Historia: o Festival da Canção português, os artistas, como Simone de Oliveira, Paulo de Carvalho, Maria Guinot, Carlos Paião, as Doce, entre tantos outros, que nos representaram, o Festival da Eurovisão ano a ano, os bastidores e as suas Historias.

TURBULÊNCIAS

TURBULÊNCIAS

Nascimento em casa e parto feito por senhora habilidosa. Morte do meu primo mais velho, esmagado por um camião. Violência doméstica por parte do meu pai. Uma doença grave aos nove anos, internamento de nove meses. Assédio sexual aos nove anos. Apanha de papel e erva descalço e muito novo. Abandono escolar na quarta classe, quando era o melhor aluno. Observo o meu pai com mulheres estranhas. Vejo o meu pai tentar assassinar a minha mãe com um revólver. Divórcio dos meus pais. Fuga para França. Em França sofro de bulling por colegas de escola. Doença aborrecida de pele, que provoca grande tristeza. Suicídio do meu pai, com 39 anos de idade Melhor aluno, mas a minha paixão é o futebol. Proibido de praticar futebol federado. Namoro atribulado por três vezes. Tentativa de suicídio, entubado uma semana no hospital. Rompimento do noivado passados quinze dias. Regresso a Portugal para esquecer a namorada. Uma menina que faz esquecer a ex-namorada. Recomeço dos estudos abandonados. Escolho Medicina Holística. Perseguição diabólica. Durante quinze anos suporto uma paciente única Trato pessoas com doenças incríveis, Esgotamento e depressão aos 44 anos, que quase me paralisa?

MEMÓRIAS DO PASSADO

MEMÓRIAS DO PASSADO

Quando fiel à Verdade, a memória do Passado é garante da almejada construção de Futuro mais humano, mais justo e mais solidário. Daí a importância da memória como factor determinante do saber. Sem memória não há conhecimento, o que é facilmente verificável com quanto se passa connosco e à nossa volta. Pinho Neno

CASO SÓCRATES

CASO SÓCRATES

A detenção do ex-primeiro-ministro José Sócrates, a 21 de novembro de 2014, constituiu um facto histórico sem precedentes em Portugal e definiu a dimensão de um escândalo de gigantescas proporções. Não estava só em causa a eventual prevaricação de um agente político (entretanto acusado de corrupção passiva, evasão fiscal e branqueamento de capitais), mas sim a insinuação de enriquecimento ilícito de um dos mais destacados titulares de um órgão de soberania, lançando uma sombra de suspeição sobre todos os detentores de poder, à esquerda ou à direita, e sobre os seus partidos. Como se isso não bastasse para dar um caráter excecional ao caso, a investigação judicial veio a estabelecer suspeitas de distribuição de comissões ilícitas envolvendo o mais destacado e reputado banqueiro nacional, Ricardo Salgado, líder do Banco e Grupo Espírito Santo, e dois dos mais prestigiados gestores nacionais, Zeinal Bava e Henrique Granadeiro, figuras de topo de uma das principais empresas portuguesas, a PT (que mal sobreviria à gestão de ambos). De súbito, os Portugueses descobriam uma perversa aliança entre figuras de primeira linha do poder político, do poder financeiro e do poder económico, a qual, se por um lado punha a nu a fragilidade institucional de um regime democrático já com quatro décadas, por outro evidenciava a independência e a perseverança de um aparelho judicial disposto a imputar responsabilidades até às últimas consequências, doesse a quem doesse.