A CONFRARIA DOS ESPECTROS

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Lisboa, Julho de 1833. Reina na cidade um sombrio desespero. Dentro de algumas horas, as tropas liberais deverão fazer aí a sua entrada, sem que nada nem ninguém se lhes consiga opor. Grupos de frades passeiam-se de rua em rua, a anunciar em altas vozes o Juízo de Deus. Há, por toda a parte, vinganças e assassínios. A morte parece andar à solta, com o seu cortejo de medos. É então que uma corveta sai a barra do Tejo, levando a bordo um jovem destinado a desempenhar, em Portugal e por toda a Europa, um papel simultaneamente misterioso e crucial. São João do Campo, Terras do Bouro, Outubro de 1847. Disparam-se os derradeiros tiros da guerra da Patuleia. Numa região agreste do norte de Portugal, o barão de Richemont tenta escapar a um destino que há muito lhe foi traçado. Os membros da terrível Confraria dos Espectros, entre os quais um fanático ultramontano e um francês admirador do célebre Vidocq, tentam por todos os meios localizá-lo e apropriar-se do tesouro que é voz corrente ter trazido para Portugal. Há rumores de que o barão é, na realidade, o Delfim, filho de Maria Antonieta e de Luís XVI, que contra todas as expectativas teria conseguido fugir dos seus carrascos, em 1794. Nova Iorque, Maio de 1911. Numa casa pobre de Brooklyn, agoniza Joseph Pinkerton, o herdeiro do fundador da célebre agência de detectives. Foi ele quem transmitiu a um jornalista, que pouco antes o tinha ido entrevistar, a Historia da Confraria dos Espectros e lhe permitiu também compreender o horrível segredo que ia morrer consigo. Mas por que é que o barão de Richemont, seja ele quem for, escolheu vir para Portugal? E que tesouro é esse que todos querem apanhar? Qual o papel da Confraria dos Espectros no reordenamento político da Europa? Que intrigas se urdem, nesses anos do século XIX, entre os gabinetes dourados da realeza e da diplomacia, as alcovas e os salões das grandes figuras da época e a escória das ruas e do crime? A Confraria dos Espectros é uma Historia romântica e dramática, cheia de melancolia e de acção, sobre a imparável ascensão da Europa liberal e as ilusões dos que tentaram opor-se-lhe.

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Información adicional

Editorial

Autor

Edición

1

Encuadernación

Brochada

Formato

16 x 23,5

ISBN

9789896268589

Páginas

408

Colección

Idioma

Fecha Publicación

01/10/2018

Temática

Info Autor

João Carlos Alvim foi co-fundador da Assírio & Alvim, em 1972, e diretor editorial das Publicações Dom Quixote e da Bertrand. Mais tarde co-fundou a Bizâncio e foi consultor editorial para a Livros do Brasil, a Ulisseia e a Campo das Letras. Traduziu alguns autores que muito aprecia (Isaac Bashevis Singer, Marguerite Duras, Éric Vuillard). Tem em preparação um outro romance e um ensaio sobre os labirintos do contemporâneo.