O ATAQUE AOS MILIONÁRIOS

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Estava prestes a entrar em acção o tenente Rosário Dias, assessor económico do primeiro-ministro. «Tenho informações de que neste momento os administradores do Banco Espírito Santo estão reunidos e vou lá prendê-los», anunciou. Começou assim a vaga de prisões que atingiu as famílias Espírito Santo, Mello e Champalimaud, transformadas em alvos do poder revolucionário por terem apoiado o Estado Novo e por terem enriquecido com o regime. Foi criado no país um ambiente generalizado de ódio aos ricos. Álvaro Cunhal, líder do PCP, admitiu na altura: «Tem que se fazer contra alguém uma revolução (…) Se é para pôr outra vez os patrões à frente das empresas, nós dizemos não. Queremos que não haja uma recuperação pelos Champalimaud e pelos Mello». O objectivo foi atingido: as nacionalizações começaram a ser discretamente preparadas nos bastidores muito antes de terem sido oficialmente decretadas; e o gabinete de Vasco Gonçalves elaborou uma lista com 305 nomes de altos quadros dos bancos que não podiam sair do país e ficaram com as contas bancárias sob vigilância.

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Información adicional

Editorial

Autor

Edición

1

Encuadernación

Brochada

Formato

16 x 23

ISBN

9789896265281

Páginas

320

Colección

Idioma

Fecha Publicación

29/04/2014

Temática

Info Autor

Pedro Jorge Castro nasceu em Leiria quando Portugal entrava no Verão Quente de 1975.
É redactor-principal da revista SÁBADO desde Abril de 2007, onde publicou dezenas de artigos sobre temas de História. Foi enviado-especial ao Haiti, China, França, Espanha e Itália. Jornalista desde 1997, trabalhou nos jornais A Capital, Portugaldiário e 24horas. É mestre em História Moderna e Contemporânea pelo ISCTE e doutorando em História Contemporânea na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.