MATELA

12,50


Matela é uma aldeia transmontana do concelho de Vimioso, sem referências bibliográficas históricas, investigativas ou etnográficas, perdida entre as ladeiras atapetadas de giestas e estevas que bordejam os rios Sabor e Maçãs, nascidos em Espanha. Matela ? Investigar, Historiar, Contar é um manifesto contra o esquecimento imemorial, que consocia os matelenses intemporais com o passado oculto, ora relembrado: reclamando direito à Historia na pré e na pós-nacionalidade; descobrindo a sociedade rural e agropastoril isolada, dos séculos XVIII e XIX, que se infere do Interrogatório mandado fazer por Marquês de Pombal logo depois de terramoto de 1755; preservando costumes, tradições e festividades originários da Antiguidade, cristianizados, uns, mantendo as características pagãs, outros; imortalizando o Pordomingo como local mirífico de aceitação e entrada dos rapazes na adultícia e espaço venerado de encontro de rapazes e raparigas; divulgando, por fim, contos rurais protagonizados pelo autor ou escutados na puridade dos recantos solheiros, apetecíveis nos dias desocupados e frios de inverno. Matela ? Investigar, Historiar, Contar encerra historicidade surpreendente, informação enternecedora e respostas coletivas incontáveis que os descendentes da diáspora matelense, iniciada na primeira metade do século XX, desejam confrontar com as referências ciciadas por antepassados próximos, ou ambicionam conseguir para suprir a ausência de menções ou de relatos, silenciados por pais e avós na ancianidade e protérvia que marcam o fim.

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Información adicional

Editorial

Autor

Edición

1

Encuadernación

Rústica con solapas

Formato

15 x 22

ISBN

9789897790652

Páginas

172

Colección

Idioma

Fecha Publicación

16/08/2018

IBIC

BT

Temática

Info Autor

>> Nasceu em Matela, em 1950, e aqui viveu ininterruptamente a primeira década de vida, protegido pelo colo da mãe, aconchegado pelas carícias das tias e exaltado pela proximidade dos vizinhos. >> A partir do início da década de 60, a fuga à fatalidade da emigração, à miséria herdada e ao limiar persistente da sobrevivência empurrou muitos jovens das berças para as cidades à procura de formação e conhecimento, financiados pelos minguados rendimentos rurais, pela improficiência dos campos e, sobretudo, pelas remessas dos emigrantes. A vida, ditada pela fuga às cardenhas e embelgas da exiguidade, que progenitores insofridos incentivavam, afastou-o, depois e sempre, para longe de Matela. >> Concluiu o ensino secundário no lisboeta Liceu Passos Manuel e a licenciatura em Organização e Gestão de Empresas no ISEG – Instituto Superior de Economia e Gestão, também em Lisboa. Bancário na vida ativa, exerceu funções técnicas na Caixa Geral de Depósitos até à aposentação, em 2010. >> Atualmente, reparte a etapa crepuscular e desobrigada da vida entre a Parede e a Ericeira, dedicado ao ofício aprazível da leitura e da escrita.