AS MULHERES E A GUERRA COLONIAL

16,98

Mães, filhas, mulheres e namoradas. A retaguarda dos homens na frente de batalha.
Rezaram e fizeram promessas por eles. Escreveram-lhes centenas de aerogramas, adiando o amor, às vezes sem volta. Tornaram-se madrinhas de guerra de homens que nem sequer conheciam. Foram com eles para o território desconhecido de África, que amaram ou odiaram, ou resignaram-se a esperar por eles, com filhos nos braços. Voaram para os resgatar do mato, onde chegaram mesmo a morrer por eles, e organizaram-se, com maior ou menor cunho ideológico, para lhes aliviar a saudade, enquanto apoiavam as suas famílias. Arriscaram por eles, protegendo-lhes a retaguarda, contestando a guerra, desertando sem saberem quando voltariam ao seu país, mergulhando na clandestinidade e aderindo à luta armada, sujeitas às sevícias da polícia política e perdendo a juventude nas masmorras da prisão. Trataram deles quando voltaram, mutilados e traumatizados, e habituaram-se a amar homens diferentes daqueles com quem haviam casado. Cada uma à sua maneira, as protagonistas deste livro foram pioneiras, desbravando caminhos outrora vedados às mulheres. Mães, irmãs, filhas, amantes, companheiras, amigas, muitas mulheres viveram a guerra colonial como se também elas tivessem sido mobilizadas. Depois da guerra, também para elas nada foi como dantes. Estas mulheres foram a retaguarda dos homens na frente de batalha.

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Editorial

Autor

Subtítulo

Mães, filhas, mulheres e namoradas. A retaguarda dos homens na frente de batalha.

Edición

1

Encuadernación

Brochada

Formato

16 x 23,5

ISBN

9789896266455

Páginas

384

Colección

Idioma

Fecha Publicación

01/02/2015

Temática

Info Autor

Sofia Branco nasceu perto do mar, frio e revolto, na Póvoa de Varzim, onde regressa sempre que pode. Jornalista, nada lhe dá mais prazer do que escrever, contar histórias, ouvir o que cada pessoa tem para dizer. A vida trouxe-lhe muitas ondas, o curso em Coimbra, o estágio no Porto, o primeiro emprego em Lisboa, onde, à exceção de um ano no estrangeiro para fazer um mestrado em Direitos Humanos, vive desde então, sem nunca perder o sotaque, nem a têmpera do Norte. É feminista e ativista por um mundo mais justo e paritário, onde a História seja feita do relato de homens e mulheres.