DIÁLOGO ENTRE A VIDA, DEUS E O ESTEVES

9,62


A minha obra, simplesmente, é uma anti-obra, escrita por alguém que não existiu. Um eu forjado por um dom dado, o eterno dom de sonhar. Só assim deste modo seria possível ser criado o que quer que fosse. Se algo a obra tem de seu, é tudo o que, em circunstâncias normais, nunca poderia ter sido erguida, nunca poderia sequer ser algo. Assim, tal como a própria obra em si, os respectivos personagens são produto de uma não realidade, uma realidade exterior ao nome que possam vir a ter. São produto da capacidade produtiva para criar, somente criar o que já foi criado. Ou seja, a sua existência já existia. A única criação exterior a essa já concebida, foi a maneira como, irreais, essas personagens se diluíram da essência que as assemelha: criação do sonho. Todos esses personagens têm vidas próprias dentro deles, vidas que dariam uma mútua realização do seu mundo, o mundo do real em que o Homem está muito longe de o vir, literalmente, a conhecer, literalmente a desvendar. Todos eles dariam, certamente, matéria de investigação para muitos bons e largos anos, cada um na sua própria contingência, na sua própria índole onírica. Todos são parte integrante de um eu disperso, um eu vário resumido numa unidade elementar. Um eu múltiplo como o universo.

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Información adicional

Editorial

Autor

Edición

1

Encuadernación

Rústica

Formato

14,8 x 21

ISBN

9789897362675

Páginas

100

Colección

Idioma

Fecha Publicación

10/02/2015

Temática

Info Autor

Abel Dias, Edições Vieira da Silva O meu nome é Abel Dias. Tenho 19 anos e frequento o 2º ano da licenciatura de relações internacionais na universidade lusíada de Lisboa. Nem muito estudo falta em tão curta tida longa vida para quem foi vítima da sua própria contingência. O mais que isto, guardo eu entre o dia do meu nascimento e o da minha morte.